Publicado por: Autor | 09/03/2009

Inclusão Social

“A vítima da violência não quer vingança e sim, justiça.” (Cleyde Prado Maia)

Inclusão Social e Vítimas da Violência

Você já tinha pensando nisso ? A vítima da violência não tem qualquer amparo do Estado, que deveria garantir a sua segurança. Tanto pior quando essa vítima ainda é desprovida de recursos financeiros pois sofre duplamente: a violência em si e a falta de acesso a justiça e a amparo social.
O Estado tem algum programa de auxílio especificamente voltado às famílias vitimadas pela insegurança pública ? A resposta é não! Essas pessoas muitas vezes não sabem a quem recorrer, sequer o que reivindicar. Desconhecem até seus direitos.
E como reverter essa situação ? Como proporcionar apoio psicológico, amparo legal, ajuda para nortear a vida dessas vítimas num momento tão difícil ?

Esse era um dos trabalhos que Cleyde Prado Maia desenvolvia. Ela incontáveis vezes amparou a famílias de vítimas e a sobreviventes da violência. Proporcionava apoio psicológico, amparando-as, levando palavras de conforto, e mais, auxiliando-as a obterem da Justiça seus direitos.
Cleyde desenvolveu diversas campanhas de arrecadação de alimentos, material escolar, de higiene, entre outros ítens, para ajudar famílias que após sofrerem o trauma da violência necessitavam também de apoio material. Mas ela não encerrava seu trabalho nesse apoio; também tinha a preocupação de passar para as pessoas que o exercício da cidadania é para todos, é diário. Era incansável na busca por conscientizar e mobilizar a sociedade a exercer sua cidadania.

Se em nossa sociedade os direitos individuais fossem respeitados, o Estado cumprisse seu papel de prover serviços básicos como educação, saúde e segurança com qualidade e a igualdade de oportunidades fosse uma realidade e não um desejo, provavelmente não teríamos necessidade de discutir sobre “inclusão social”, pois não haveriam excluídos. Nosso desafio é transformar em realidade o ideal da inclusão.

“No meu sofrimento a minha vizinha ligou pra casa da Cleyde e em seguida eu liguei pra ela e foi onde ela me deu todo o conforto. Ela me falou tantas palavras bonitas e foi desde aquele momento que eu comecei a raciocinar melhor.” (Aparecida – avó de Fabiana Santos de Oliveira, 11 anos, morta no Rio de Janeiro por uma bala perdida em dezembro de 2007)

Obs: postagem participante da Blogagem Coletiva.

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Responses

  1. PARABÉNS!!!! Maravilhoso texto, e o mais importante: VERDADEIRO.

  2. Que possamos dar continuidade a esse trabalho iniciado pela Cleyde.
    Parabéns pelo texto.

  3. Há de chegar um dia em que possamos responder a sua pergunta assim: não, o Estado não tem nenhum programa de auxílio especificamente voltado às famílias vitimadas pela insegurança pública, pois, nós temos segurança pública, os direitos/deveres são iguais, vivemos bem, com dignidade, e a vida sorri para todos.

    Parabéns pelo seu profundo escrito.

    Bjs

  4. Olá,
    adorei seu texto,quero agradecer tua visita e comentário,só moblizações como esta,poderemos sonhar ,com um País mais justo,
    Parabéns!
    beijos na alma
    Mari

  5. lindo seu texto, parabens pela bela participação nesta gde idea, a blogagem coletiva.

    abraços

  6. Parabens pelo seu texto e pelo exemplo de mulher que acabo de conhecer. Meu coraçao desfaleceu ao ler a historia de Cleide. Uma coisa é saber que a violencia existe, outra é ver seu reflexo nos olhos de uma mãe.
    Parabens por seu trabalho e seu apoio, e obrigada pela visita em meu blog.

    Passe lá no blog, tem um cafezinho especial para voce e todos os participantes dessa blogagem incrivel!

    Abraços

  7. Andrea seu texto me sensibilizou tanto que nem consegui postar direito. Mais uma vez parabens Andrea!

    No meu curso de literatura tive que ler um livro que se chama Black and Blue, que trata da violencia domestica nos usa. Quase entrei em depressão. Como a Nina escreveu no meu blog,

    “Tem que ser forte para encarar certos pesos na vida! ”

    Gostei muito tambem do comentario da Claudete.
    E essa a ideia, mas enquanto esse dia nao chega vamos nos mobilizar.

    bjs

  8. Parabéns pelo trabalho. Precisamos multiplicar as Cleydes Prado Maia.
    Um grande abraço.

  9. Muitas vezes pergunto como que simples atos de verdade como foi desempenhado pela Ester, nos faz entrar nesse mundo magico de verdade; esse mundo que ao mesmo tempo falamos de algo serio, encontramos novos amigos, novos conteudos. Isso se chama mudança, isso é incluir na sociedade, mostrando o que somos capaz. E hoje ao ler seu conteudo deparo com varias suspresas como essa, que faz eu parabenizar a vc.. pelo excelente trabalho…

    Continuemos….abraços

    “A gente nao faz amigos, reconhece- os”
    Vinicius de MOrais

  10. É revoltante sermos obrigados a conviver com realidade tão perversa.
    Cadinho RoCo

  11. Ah amiga Cleyde!

    Que realidade mais cruel é essa!!! Dá vontade de chorar,

    mas precisamos nos fortalecer para lutarmos! Unirmos nossas vozes em um só coro e não desfalecermos diante das adversidades…

    Estou bastante emocionada com tudo o que estou lendo na coletiva, é inacreditável a força que tem uma coletiva dessas…
    não fazia idéia,

    Quero agradece-la pela brilhante participação, sua contribuição foi inestimável!

    bjs!

  12. Obrigado por teres passado pelo meu blog.
    Como sabes o Estado demite-se muitas vezes dos deveres que tem perante a sociedade.
    Um abraço

  13. Oi Andréa, um belo exemplo de como amenizar as exclusões em nosso país, um passo dado faz a diferença, só realmente um trabalho de formiguinha para levar as pessoas um pouco de alento…parabéns pela postagem…um abraço na alma

  14. Fiquei emocionada ao ler este texto, não conhecia a história da Cleyde. Admiro pessoas como ela, que transformam uma fatalidade em um motivo de luta, e prosseguem fazendo o bem. É por casos assim que me recuso a perder a fé na humanidade. Nem tudo está perdido, não enquanto existirem pessoas como Cleyde, que fazem um trabalho tão maravilhoso.
    Sucesso e força! Parabéns!
    Obs.: obrigada pelo comentário em minha postagem, se não fosse ele, não teria chegado até este blog. Vou linká-lo no Funcionária, posso?

  15. Olá!
    Concordo com a frase que abre o texto, que diz que a vítima quer justiça e não vingança. De vingança em vingança a violência se multiplica.
    Desculpe a minha ignorância, que realmente é imensa dado o número de pessoas que vi fazerem parte da comunidade cujo link está neste blog, mas quem é Cleide? Qual a história por trás do blog?
    E muito obrigada pela visita e pelo comentário tão bom.
    Fique com Deus.

  16. gostei muito do teu text,sinceramente! que nós possamos fazer a diferença a cada dia!
    beijO

  17. Realmente Claudete, a nossa esperança é que não haja mais vítimas da violência, crianças sem escola, ou seja, que as pessoas não sejam excluidas de seus direitos mais básicos, entre eles, a própria vida. E era isso que Cleyde estimulava nas pessoas, a vontade de lutar por um mundo melhor, mas enquanto esse futuro melhor não vinha, Cleyde oferecia amparo no presente, pois sabia que falar de cidadania sem ações concretas, sem amparo aos que necessitava, seria vazio. Não adianta dizermos que estamos “lutando contra a impunidade, pela paz” se de fato não construirmos com ações concretas ainda no presente tudo o que buscamos. Claudete, novamente gostaria de manifestar aqui o meu respeito e carinho por vc (sem ao menos conhece-la pessoalmente) pois em inúmeras ocasioes vc já demonstrou a nobreza dos teus sonhos através das tuas ações generosas !

  18. Cleyde foi mais uma brasileira dentre muitos ânonimos ilustres, que devia ter recebido mais holofotes sobre si, não para brilhar, mas que para que com sua luz pudesse guiar e servir de exemplo para muitos outros humanos.

  19. Fernando vc falou em luz e Cleyde tinha luz de sobra para iluminar os que a rodeavam ! Não tinha como se ficar indiferente depois de uma conversa com a Cleyde. Ela dizia que estava plantando a semente e que era um trabalho de formiguinha.
    Mônica falou com propriedade da questão da construção da cidadania com ações.
    Claudete, meu respeito a vc que está sempre atenta a tudo e arregaçando as mangas !
    A todos que visitaram o blog meu agradecimento e que possam voltar outras vezes.

  20. Prezada Andréa,

    Gostei muito de sua postagem, infelizmente o Estado é omisso, não cria programas que formem cidadãos conscientes, e um sistema social mais justo. Precisamos seguir o exemplo da Cleyde e fazer nossa parte com amor e carinho, buscando dar dignidade às pessoas.

    Abços

  21. Que lindo texto! Obrigada por visitar o meu blog. É verdade, essas pessoas que são excluídas de nossa sociedade desconhecem seus direitos e deveres comoverdadeiros cidadãos de uma nação. A sociedade beneficia apenas uma camada, e eles nem usufrui de seus direitos perante à lei. Isso tem que acabar, eles tem direito de viver e de serem felizes assim como nós. Você não concorda?

    Bjim*

  22. É, Andrea…estes são os exemplos que nos fazem seguir em frente e acreditar! Ainda temos muito pra fazer, mas se cada um contribuir, com dedicação e afinco, sempre existirá esperança. abçs.

  23. Tanto quanto é absurdo, é desumano pensar nisso tudo. Deveríamos-nos lutar mais para que esses casos de violência acabem de vez, só a educação fará essa tarefa, reformar as pessoas.

    Um Fotíssimo Abraço.

  24. todos os dias somos vitimas desse pecado ne….

    bjos

  25. Parabéns pela abordagem.
    Bem pertinente ao tema e uma realidade que precisamos enxergar, para poder modificar.
    Bjos,
    Ly


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