Publicado por: Autor | 01/04/2009

Polícia Cidadã

Apoiar e valorizar a boa prática policial era uma das diretrizes de Cleyde Prado Maia. Ela entendia que somente com a valorização da polícia, incluindo nisso melhores salários e condições de trabalho, e com a sociedade agindo em parceria com essa polícia, era possível haver uma colaboração efetiva na questão da segurança pública.

Cleyde e policiais civis

Cleyde e policiais civis, entre eles Picolo e Fitipaldi (de camisetas pretas)

“O diálogo que se foi estreitando cada dia mais entre polícia e cidadão, passou muito pelo trabalho da Cleyde”. (Mário Picolo – Polícia Civil)

Cleyde e o Sargento Ricardo Garcia e o Cel Ricardo Pachedo

Cleyde e o Sargento Ricardo Garcia e o Cel Ricardo Pachedo

Por diversas vezes ela demonstrou seu apoio aos policiais, fossem eles civis ou miltares. Esteve junto em lutas por melhores salários e condições de trabalho, em solidariedade a policiais mortos no exercício da profissão, em debates sobre segurança pública e em muitas outras ocasiões.  O fato de ter perdido sua única filha em uma troca de tiros entre policiais e bandidos não fez com que Cleyde fechasse os olhos e deixasse de ter respeito ou desacreditasse nas instituições policiais. 
Parte do trabalho que Cleyde desenvolvia buscava conscientizar as pessoas de que tinham que tomar para si a responsabilidade do exercício da cidadania e um dos pilares desse entendimento, era que sociedade e polícia deveriam caminhar juntas. Nas fotos alguns desses muitos policiais que ela apoiava e por quem nutria respeito e admiração. Muitos deles se tornaram seus amigos. 

    
  

Você pode assistir Cleyde falando um pouco deste assunto na postagem “O Legado de Cleyde”.

Cleyde e o Delegado Alexandre Neto, 1º à direita.

Cleyde e o Delegado Alexandre Neto, 1º à direita.

Cleyde e o Coronel Ubiratan Ângelo

Cleyde e o Coronel Ubiratan Ângelo

Dentro do assunto Polícia Cidadã, este ano uma importante iniciativa acontece: a criação do Prêmio Polícia Cidadã Rio, uma realização do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania) em parceira com o Instituto Sou da Paz, com patrocínio da Fundação Ford, apoio da Secretaria de Estado de Segurança, do ISP (Instituto de Segurança Pública), da PMERJ (Polícia Militar do Estado do RJ) e da PCERJ (Polícia Civil do Estado do RJ). O intuito da premiação é contribuir para o reconhecimento de ações policiais que tenham reduzido a violência e colaborado para a solução de um problema de segurança pública de modo eficaz.


Conheça as 41 ações finalistas e
VOTE na sua preferida.  

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Responses

  1. Muito interessante este assunto. Ótima iniciativa.

    Bjim*

  2. Essa é a polícia que queremos e confiamos!

  3. Andréa, excelente postagem. As ações finalistas devem ser analisadas pela sociedade e propostas como ações que deveriam ser continuadas. Parabéns pelo blog.

  4. Legal!

    Agora só falta o POVO ir lá e VOTAR na ação da DEAT (Hehehehe…)!

    Abraços Andréa e demais amigos!

    “Tamu junto…”

  5. Sistema Virtual de Contato Contínuo com Vítimas e Testemunhas
    Código da Ação: 17139
    Observa-se em delegacias de todo Brasil que grande parte dos registros são suspensos por inviabilidade ou esgotamento dos meios investigatórios. Na prática, os VPIs e ROs suspensos raramente voltam a entrar em andamento e jamais obtêm conclusão. Quando as vítimas são turistas estrangeiros, que não retornarão ao território nacional, a tendência à não conclusão dos registros se agrava. Em geral, a vítima tem acesso às fotos uma única vez, no momento do registro. Os criminosos ou suspeitos posteriormente identificados praticando aquela modalidade de crime nunca são mostrados às vítimas. Para evitar essa dinâmica, policiais da Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT) criaram uma modalidade permanente de comunicação com as vítimas, via e-mail, que permite que após a partida da vítima para o exterior, ela possa continuar participando da investigação e contribuindo para o encerramento do inquérito e a prisão dos criminosos. Para isto foi criado um banco de dados de tipos de delitos e de e-mails. As vítimas se surpreendem ao receber mensagens seis meses ou um ano após o evento, muitas vezes um pequeno furto ou roubo, com uma foto do criminoso. O que antes era um indesejado entulho na delegacia, hoje é um banco de dados precioso. Esse tipo de procedimento tem sido aceito pelo Judiciário e tem contribuído para mudar a imagem de que somente os grandes crimes de repercussão na mídia são investigados e de que não adianta ir à delegacia registrar um furto ou um pequeno crime.


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